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Mais uma chance para combater a obesidade!
Texto: Aline Veríssimo


 
"Técnica recém-chegada ao Brasil oferece nova oportunidade de emagrecimento aos pacientes
que fizeram cirurgia bariátrica e voltaram a engordar"
O Brasil está ficando obeso. Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica comprovou que 15 milhões de brasileiros a partir de 18 anos são obesos e 3,7 milhões são obesos mórbidos. Esses índices tão alarmantes têm levado a população com excesso de peso para a mesa de cirurgia. Segundo o Ministério da Saúde, o número de cirurgias bariátricas aumentou 542% desde 2001. A redução do estômago é uma das soluções para o problema, mas o procedimento pode não ser definitivo. As recomendações médicas devem ser seguidas à risca, caso contrário, o peso e os problemas de saúde, como diabetes e hipertensão, podem voltar. Para aqueles que vivem o pesadelo de serem obesos reincidentes, uma nova técnica, recém-chegada ao país, oferece mais uma chance de ter uma vida saud ável.

O Stomaphyx é uma técnica desenvolvida especialmente para pessoas que já realizaram cirurgia de redução de estômago, mas voltaram a engordar. O procedimento é feito via endoscópica, ou seja, não há cortes. O paciente não precisa de internação e a anestesia é leve, o que possibilita rápida recuperação e a volta para casa no mesmo dia. “A técnica do Stomaphyx consiste em realizar cerca de 20 pregueamentos internos no elo entre o neo-estômago e o intestino. Com a aproximação tecidual, o espaço por onde a comida passa diminui e com a redução do órgão o paciente volta a ter a sensação de saciedade que tinha nos primeiros anos após a gastroplastia. Ao comer menos, o paciente perde peso sem nenhum tipo de incômodo pós-cirurgico”, explica o cirurgião do aparelho digestivo e doutor em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), dr. Sergio Roll.

As técnicas de sutura gástrica através de endoscopias são estudadas há mais de 10 anos. Esse tipo de cirurgia é uma tendência mundial, já que o objetivo é agredir cada vez menos o corpo dos pacientes. De acordo com o gastroenterologista e professor livre-docente da Universidade Estadual de São Paulo, dr. Arnaldo Ganc, as características do procedimento que envolvem o Stomaphyx praticamente não trazem risco à saúde do paciente. “Para fazer uma cirurgia como essa, em pacientes que já passaram por uma redução de estômago, utilizando os procedimentos convencionais, demoraríamos, pelo menos, 4 horas e a taxa de mortalidade seria em torno de 2%. Com a nova técnica, a cirurgia passa a ter cerca de 30 minutos de duração, com risco de morte desprezível”. O médico afirma ainda que poucas horas após o procedimento o paciente já pode ir pra casa e até trabalhar no dia seguinte.

Os especialistas ressaltam que o procedimento do Stomaphyx não é a solução definitiva dos problemas relacionados à obesidade, já que trata-se de uma nova chance para que o paciente possa se reeducar e o acompanhamento médico é indispensável. Segundo dr. Roll, o mais importante para alcançar o melhor resultado é o acompanhamento após a cirurgia, já que o paciente terá que seguir uma dieta balanceada e tornar seus hábitos mais saudáveis para não voltar a engordar. O gastroenterologista dr. Ganc concorda e reforça a necessidade do acompanhamento multidisciplinar, com psicólogo, nutricionista e endocrinologista.

Em países da Europa e nos Estados Unidos o Stomaphyx já é utilizado em grande escala. O Brasil é o primeiro país da América Latina a realizar a técnica e mais de 20 pessoas já foram operadas com sucesso. O Stomaphyx já foi aprovado pelo órgão de regulamentação norte-americano, o FDA (Food and Drug Administration) e também pela ANVISA, no Brasil.
Jornalista: Aline Veríssimo
Assessoria: Máquina Comunicação Corporativa Integrada
E-mail: aline.verissimo@maquina.inf.br


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