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Breve
História do Cinema - Parte II
Texto:
Marcelo Lanzoni |
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DW Griffith |
"Prezado leitor,
a partir de agora está inaugurada a coluna de cinema
do “Guia Bela Vista”. Um espaço que será
atualizado (a princípio) mensalmente. Aqui, falaremos
sobre tudo o que for ligado ao cinema, biografias de personalidades
famosas (diretores, atores, produtores, etc...), críticas
de filmes, tendências, curiosidades do meio, enfim tudo
o que engloba a “Sétima Arte”. E claro,
para começar nada melhor do que falar um pouco sobre
a história do cinema. Espero que vocês gostem."
Um abraço e até o próximo mês
Marcelo Lanzoni |
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Para
o cinema, a primeira década do século XX foi
um período de experiências que resultaram na
formação de suas próprias bases. Mesmo
assim, em 1910 a cinematografia ainda “engatinhava”
em quase todos os aspectos. Principalmente nas questões
técnicas. Mas embora o cinema ainda fosse algo experimental
e carente de recursos, os conhecimentos adquiridos até
aquele momento, já eram suficientes para manter um
ritmo contínuo na produção dos filmes,
tanto nos países europeus como nos Estados Unidos,
o que contribuiu para o florescimento da “nova arte”.
Falando nisso, o potencial comercial do cinema não
passou despercebido e logo tornou-se um negócio promissor.
Tão promissor, que daria origem a uma das maiores indústrias
que o mundo já viu.
Com o início da “I Guerra Mundial” em 1914,
a Europa se viu obrigada a paralisar sua produção
cinematográfica. Desse modo, os americanos acabaram
sediando as produções em “Hollywood”,
na Califórnia. Isso provocou a migração
de muitos profissionais do cinema europeu para a América,
fator que também contribuiu para o desenvolvimento
e consolidação de “Hollywood”, como
a maior indústria de cinema do mundo.
Porém, mesmo alguns anos antes da guerra, a Califórnia
já era a região preferida dos cineastas americanos
em função de seu clima. Segundo o jornalista
e escritor Otto Friedrich (que pesquisou e escreveu sobre
a origem da indústria cinematográfica norte-americana),
em 1907, a equipe de filmagem da primeira versão para
o cinema de, “O Conde de Monte Cristo”, foi obrigada
a se mudar de Chicago (locação inicialmente
escolhida para rodar o filme), em função de
uma forte tempestade. O trabalho foi concluído em “Los
Angeles”. Um dos astros do filme, “Francis Boggs”,
gostou tanto do clima da região que decidiu ficar por
lá mesmo, criando pouco tempo depois o primeiro estúdio
californiano. E em 1909 o diretor “Charles French”,
produziu para a “Bison Company”, mais de 185 curtas-metragens
em apenas oito meses. Provando que o lugar era, de fato, ideal
para produções de cinema.
Muitos estúdios “pequenos” nasceram em
Hollywood ao longo das três primeiras décadas
do século XX. Alguns deles eram os embriões
dos mega estúdios que surgiriam no futuro, como a “Duquesne
Amusement & Supply Company” fundada em 1904, hoje
muito mais conhecida por “Warner Bros.” e a “Famous
Players Film Corp”, fundada em 1912 pelo produtor Adolph
Zukor, rebatizada em 1916, com o nome “Paramount Pictures”.
Em 1915 foi a vez da “Fox Films Corpotation” nascer
e em 1920 surge a “CBC Sales Film Corporation”
fundada por Harry Cohn, Joe Brandt e Jack Cohn, rebatizada
em 1924, com o nome “Columbia Pictures”. Ainda
em 1924 os irmãos Walt e Roy Disney fundariam a Disney
Brothers Studio. Mesmo ano em que Marcus Loew e Nicholas Schenk,
incorporarariam a “Goldwyn Pictures” associado-a
a Louis B. Mayer, dando origem à “Metro-Goldwyn-Mayer”,
o mais famoso estúdio dos anos 30. Mas em Hollywood
surgiram também conglomerados de exibidores e distribuidores,
como a “United Artists”, fundada em 1919, com
o objetivo de ajudar os estúdios a enfrentar os altíssimos
custos exigidos pelas produções, cada vez mais
elaboradas, cada vez mais caras.
Os principais alicerces da indústria cinematográfica
como um todo se formaram ao longo das décadas de 10
e 20. Mas para o cinema americano esse período foi
importantíssimo, pois conseguiu emplacar com força
gêneros como, westerns, policiais, musicais e as tão
famosas comédias do cinema mudo, que se tornaram verdadeiros
clássicos, encantando e divertindo até hoje.
Falando em comédia, este foi um dos gêneros mais
produzidos no início do século XX e tinha como
base a sátira de cenas do cotidiano, mais precisamente,
do cotidiano da vida urbana. Esse prolífero período
de produções cômicas legou às gerações
futuras, clássicos inesquecíveis e trouxe à
luz, verdadeiros gênios do humor como, Buster Keaton,
Harold Lloyd, Charles Chaplin e a dupla Oliver Hardy e Stan
Laurel (“o gordo e o magro”). Nomes que se mantém
vivos até hoje em função da qualidade
e riqueza do trabalho que realizaram. O cinema nunca foi tão
fantástico e divertido. Porém, ainda não
estava completo.
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| Continua... |
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